Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

Como montar uma tabela de amortização constante

Aprenda o passo a passo para calcular o Sistema de Amortização Constante (SAC). Entenda as características técnicas e a aplicação prática na perícia financeira.
Person using laptop
Person using laptop

A compreensão técnica dos sistemas de amortização é um pilar fundamental para profissionais que desejam atuar com excelência na perícia financeira judicial. Entre os métodos mais utilizados pelas instituições bancárias no Brasil, o Sistema de Amortização Constante (SAC) destaca-se, especialmente em financiamentos imobiliários e de longo prazo.

Para o perito financeiro, dominar a construção de uma tabela SAC no Excel não é apenas uma habilidade operacional, mas uma necessidade para auditar contratos e identificar possíveis irregularidades em cálculos de juros. Neste artigo, vamos explorar as características desse sistema e o passo a passo para sua montagem.

O que é o sistema de amortização constante

O sistema SAC possui uma lógica distinta da Tabela Price. Enquanto na Price as prestações são fixas, no sistema SAC o que permanece inalterado durante todo o contrato é o valor da amortização. Isso significa que, a cada mês, o saldo devedor é reduzido pelo mesmo montante principal.

Como os juros são calculados sempre sobre o saldo devedor remanescente, e este saldo diminui de forma constante, o valor dos juros também decresce a cada período. Consequentemente, as prestações no sistema SAC são decrescentes, sendo a primeira parcela a mais alta e a última a mais baixa do contrato.

Características técnicas do sistema SAC

Para montar a tabela corretamente, é preciso entender os componentes que formam cada linha do cálculo:

  • Amortização: É o valor fixo que reduz o principal da dívida.
  • Juros: Calculados aplicando-se a taxa mensal sobre o saldo devedor do mês anterior.
  • Prestação: É a soma da amortização fixa com os juros do período.
  • Saldo Devedor: É o montante atualizado da dívida após a dedução da amortização.

Passo a passo para montar a tabela no Excel

A estruturação de uma planilha de perícia financeira exige precisão. Imagine um financiamento de R$ 240.000,00, com taxa de 1,5% ao mês, em 48 parcelas. Veja como proceder:

Cálculo da amortização mensal

O primeiro passo é dividir o capital total pelo número de parcelas. No exemplo citado, dividimos 240.000 por 48, resultando em uma amortização fixa de R$ 5.000,00 por mês. Este valor será repetido em todas as linhas da coluna de amortização.

Cálculo dos juros e prestações

No tempo zero (data da assinatura), o saldo devedor é o valor total financiado. No primeiro mês, calculamos os juros (1,5% de 240.000 = R$ 3.600,00). A prestação será a soma da amortização (R$ 5.000,00) com os juros (R$ 3.600,00), totalizando R$ 8.600,00.

Atualização do saldo devedor

Após o pagamento da primeira parcela, o novo saldo devedor será o saldo anterior menos a amortização paga (240.000 – 5.000 = 235.000). No mês seguinte, os juros serão calculados sobre este novo valor, e assim sucessivamente.

Vantagens do sistema SAC na visão pericial

Do ponto de vista financeiro e jurídico, o sistema SAC apresenta particularidades importantes:

  • Redução do risco de inadimplência: Como as parcelas diminuem ao longo do tempo, o impacto da inflação e o aumento natural da renda do devedor tendem a tornar o pagamento mais fácil ao final do contrato.
  • Recebimento antecipado de juros: Para a instituição financeira, o SAC é vantajoso pois concentra o recebimento de juros maiores nas primeiras parcelas, mitigando riscos de longo prazo.
  • Transparência no abatimento da dívida: Ao contrário de outros sistemas, o devedor percebe uma redução imediata e linear do saldo devedor desde o primeiro pagamento.

Conclusão

Dominar a montagem da tabela SAC é o ponto de partida para quem busca autoridade no mercado de perícia bancária e financeira. A precisão no cálculo da taxa equivalente e a correta segregação entre juros e amortização são o que diferencia um perito técnico de um profissional generalista.

Ao automatizar esses processos no Excel, o perito ganha agilidade para analisar contratos complexos e fornecer laudos robustos que auxiliam o juízo na tomada de decisões.


Próximos passos:

Continue acompanhando nosso blog para mais conteúdos sobre o mercado de perícia financeira. Siga nossas redes sociais no Youtube, Facebook, Instagram e LinkedIn.

Assista o meu vídeo abaixo sobre este conteúdo no Youtube:

Conteúdos gratuitos para você aprender como iniciar na perícia judicial financeira e ter uma nova fonte de renda, em home office e em paralelo com sua atual atividade profissional.

CONTATO

Política de Privacidade

© 2020 – 2026 Galera da Perícia. Todos os direitos reservados.

CNPJ: 38.413.565/0001-73 | Rio de Janeiro – RJ