A área da perícia financeira judicial surge como uma das oportunidades mais lucrativas e flexíveis para profissionais de finanças hoje. Se você é contador, economista ou administrador, saiba que o seu conhecimento técnico é indispensável para o Poder Judiciário.
Muitos profissionais acreditam que, para atuar nesse mercado, é necessário abandonar o emprego atual ou possuir formação jurídica. No entanto, a realidade é que você pode atuar em regime de home office, auxiliando juízes e advogados a resolverem questões técnicas complexas de matemática financeira, juros e financiamentos.
Neste artigo, vamos detalhar as três principais frentes de trabalho para quem deseja ingressar na perícia financeira e como cada uma delas remunera o profissional.
O papel do perito financeiro no judiciário
Dentro de um processo judicial, o juiz é a autoridade máxima em Direito, mas muitas vezes ele "trava" ao se deparar com cálculos técnicos. Quando a discussão envolve empréstimos, juros abusivos ou revisões contratuais, o magistrado precisa de um especialista que forneça uma opinião técnica para formar sua convicção.
É aqui que entra o perito financeiro, o profissional de confiança que analisa documentos e emite o laudo pericial para auxiliar na sentença.
1. Perito judicial (Nomeado pelo juiz)
A primeira e mais conhecida forma de atuação é ser nomeado diretamente pelo juiz. Nesse cenário, o profissional atua como um braço direito do magistrado.
- Como funciona: O juiz nomeia você para analisar pontos específicos do processo.
- O Produto: Você entrega um relatório técnico chamado laudo pericial.
- Remuneração: Você recebe honorários periciais, que são homologados pelo juiz e pagos pela parte interessada no processo (seja o autor ou o réu).
2. Assistente técnico (Contratado pelas partes)
Diferente do perito judicial, o assistente técnico é o perito particular de uma das partes envolvidas na disputa .
Toda vez que o juiz nomeia um perito de sua confiança, o autor e o réu têm o direito garantido por lei de indicarem seus próprios especialistas.
- A Ponte: Geralmente, o advogado da parte é quem faz o contato e indica o seu trabalho.
- O Trabalho: Você acompanha o trabalho do perito do juízo e, se necessário, emite um parecer técnico para defender os interesses técnicos do seu cliente.
- Honorários: São negociados e pagos diretamente pelo cliente que o contratou, sem a necessidade de homologação judicial.
3. Cálculos de liquidação de sentença
A terceira forma de atuação ocorre na fase final do processo, conhecida como fase de execução. Quando o juiz profere uma sentença condenatória (por exemplo, obrigando um banco a restituir valores), essa sentença precisa ser "traduzida" em valores monetários.
- O que é: É o processo de transformar o texto da sentença em uma planilha de cálculos detalhada.
- Demanda: O autor que ganhou a ação precisa apresentar essa planilha (liquidação) para poder receber o dinheiro.
- Oportunidade: Você pode ser contratado tanto pelo autor quanto pelo réu para elaborar esses cálculos judiciais em Excel e garantir que os valores estejam corretos.
Conclusão
A perícia financeira oferece um leque amplo de serviços, permitindo que o contador, administrador ou economista utilize sua expertise técnica para gerar uma nova fonte de renda. Seja atuando para o juiz ou como assistente para advogados, a demanda por clareza em cálculos financeiros é constante e crescente no Brasil.
Se você busca uma transição de carreira segura ou uma renda extra sem sair de casa, especializar-se nessas três frentes é o primeiro passo para o sucesso na área.
Próximos passos
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